Hoje,
capicua, à cause das folhas, ramos e mais sujeira que o vendaval fez cair e
carregou, a janela de Natal entupiu. E foi
por um triz que a pobre se viu livre de uma escuridão perdida. Houve que acudir
à devastação da rua, que o chão era campo de batalha no day after e os despojos sobrepunham por todo o lugar.
Em
cima da mesa, por certo, permanece o estendal. Um rol de coisas por completar,
pinceis e tintas de água, cartões já cortados, rolos de papel de embrulho,
fitas, laços... que esperem. Depois de uma noite em que o mundo exterior nos
sugou o sono apostado em revoluções feitas de vento e saraivadas de chuva, de me
levarem a toalha na natação, de saturantes saudações a Shiva, e de terminar em compenetrada varredora
camarária, não me sobra disposição. É demais para um dia só.
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