segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Dia Onze

Hoje, capicua, à cause das folhas, ramos  e mais sujeira que o vendaval fez cair e carregou,  a janela de Natal entupiu. E foi por um triz que a pobre se viu livre de uma escuridão perdida. Houve que acudir à devastação da rua, que o chão era campo de batalha no day after e os despojos sobrepunham por todo o lugar.


Em cima da mesa, por certo, permanece o estendal. Um rol de coisas por completar, pinceis e tintas de água, cartões já cortados, rolos de papel de embrulho, fitas, laços... que esperem. Depois de uma noite em que o mundo exterior nos sugou o sono apostado em revoluções feitas de vento e saraivadas de chuva, de me levarem a toalha na natação, de saturantes saudações a Shiva, e de terminar em compenetrada varredora camarária, não me sobra disposição. É demais para um dia só.

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