terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Dia Dezanove

Por qualquer obtusa razão, hoje não me apetecia levantar. O sono perseguia-me. Custei mesmo a acordar, tão empenhada estava em encontrar um dos sapatos que deveria calçar e não aparecia em lugar nenhum. E eu à beira de perder o transporte e só com um sapato calçado. E mais umas peripécias que esqueci. Apetecia continuar a dormir nem que fosse para procurar o sapato que não chegou a aparecer. E depois tinha tanto sono que nem houve sessão de leitura ao pequeno almoço. Deu jeito, terminei mais depressa. E desatei a enviar mails por mor da greve dos correios. Mas havia um almoço. Ah pois, o almoço de perninhas de frango com mel e vinho branco acompanhado com batata doce assada. Não é mau, mas foi de afogadilho que tinha marcado de me despedir da piscina e a estas coisas não falto nem que a vaca tussa. E hoje, tinha uma pista à disposição. Nadei, nadei, nadei. E descobri (finalmente! Já não era sem tempo) que fiz uns avanços no crawl. Boa! Claro que ainda me canso qb, mas menos que há uns tempos. Espero que, daqui a um ano, já consiga mergulhar em apneia até meio da piscina, mas duvido, os pulmões não se aguentam. Voltei leve e contente, pronta a arranjar o material e preparar tudo para ir de visita a meu pai. Trabalho duro está ali. Já escurecia quando dei os últimos retoques. Portanto, lá vim. Ainda sem sentir o cansaço. Esfomeada, claro. Felizmente, não fiz jantar. Graças a jantares e almoços de natal, vou tendo umas folgas aqui e ali. Que venham natais em abundância. E portanto. Aqueci a sopa que sobrou e me soube a néctar divino, assim uma canja estilo a que Jacinto comeu em Tormes e o deixou de boca aberta, provavelmente para repetir como eu repeti. Posto isto, tive a minha prenda de Natal. Calhei de olhar para o telemóvel e os meus amores madrilenos vêm passar a quadra. Viva! Mas quando arrefeci, o corpo não se aguentava. E olha, deitei-me. E estou por aqui às dentadas a uma maçã boazíssima (devia escrever boníssima, mas é termo que recuso, parece-se com boné e a maçã não merece) e a escrever estas parvidades, contente do trabalho que vou ter este Natal. Corrijo, contente por ter à minha volta pessoas que gosto e me vêm da infância mais os descendentes de cada uma.  Família.  E, por hoje, é isto.

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