segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

Dia QUINZE

 

        Hoje enrolei-me em luto de corpo inteiro. Caiu-me a alma na sarjeta; perdi o Jesus do presépio e o natal esfumou.

        Portanto, desculpem. Quem sabe amanhã apanho a alma, dou-lhe umas palmadinhas, lavo-a com jeitinho na água da torneira a desenrugar sujidade escondida nas pregas da tristeza, enxugo-a na toalha mais fofa. Pode ser que reviva.

8 comentários:

  1. Deixei algures atrás um comentário que não aparece. Entre os laços da permanência aqui, dizia que não tenho palavras para as faltas. Um desgosto que entendo, bem. O impossível torna-se obrigatório. Só nos resta... habituar, domesticar dores em gaiolas de nós. Abr Bettips

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  2. A mesma alma depois da sabonária de um café:)
    Bom Dia, Pedro!

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  3. Querida Bettips. Obrigada pelo conforto.
    A nossa alma triste encontra sempre antídotos para os venenos da vida. Os meus são a palavra de uma amiga, a lembrança de minha mãe, uma injecção de café só demasiado cara para os meus digestivos interiores.
    A gente levanta-se um bocado bêbeda, cambaleia um quê e depois engrena. Vamos à vida.
    Um abraço

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  4. Tem que sacudir a tristeza, caso contrário ficará em divida com o menino Jesus relativamente aos dias sem escrita😌. Beijinho e força!

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  5. É a vida a acontecer mas que custa, como é óbvio. Sendo assim, custa sempre.
    Um dia de cada vez

    Cláudia - eutambemtenhoumblog

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  6. É como diz a CC, a gente mete a tristeza na gaiola e continua.
    Coisa tão habitual e que tanto estranhamos.
    Boa tarde, Cláudia

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