Não venho pedir por mim. Tampouco para mim (talvez também para mim,
mas por decorrência). Mas venho pedir.
E não me interessa se é em Gaza, se em África, se na Síria ou nos Polos. É no mundo. No mesmo mundo em que vivo e a que pertenço. Neste mundo discrepante e inédito a que chamamos com propriedade “O planeta azul” - a cor que predomina se visto do espaço. Mas creio bem que, se pintassem de negro as zonas onde matam, exploram e causam dano a crianças, tenho certeza que na Terra o xadrêz da tristeza imperava. Deixaria de ser Planeta Azul.
Com sinceridade te digo que não te creio capaz de sanar tal problema (é falta de fé, que queres). Mas é bom que tomes conhecimento. E por que havias tu, que até nasces igual a qualquer criança, de resolver os problemas criados pelos homens, as insanidades de quem manda, os exageros bélicos, a doideira de poder que comanda esta nave dos loucos em que se está a tornar o planeta Terra?! Não tens de resolver. Mas não te dá pena que existam meninos e meninas que morrem apenas por existirem déspotas? Tirar-lhes a vida tão cedo, estropiá-los, matar-lhes a família, não te parece do pior?
Estudei em algum lugar o mal radical no qual nunca acreditei. Pois começo a crer na sua existência. E acredito que exista desde sempre (também eu, num repente, me afirmo radical), não é uma moda, mas um sinal dos tempos que atravessamos onde a crueldade e o despudor tudo permitem: ser mau carácter às claras, violar as leis e os pactos, dizer hoje isto e amanhã o seu contrário, falar muito e não decidir verdadeiramente nada.
As crianças, esses princípios de gente que todos dizíamos respeitar. E que serão, sem dúvida alguma, os homens do futuro.
Vê tu se lhes acodes que eu não consigo. E me custa pensar que, mais longe ou mais perto, talvez já não lembrem o Natal. Ou prefiram esquecê-lo.
Escreveste, aqui, tudo o que eu gostaria de pedir ao Deus Menino, mas, se calhar, a minha fé também é pouca. Não creio que Ele conseguirá cuidar dessas criancinhas. De mim tem cuidado, mas, serei eu melhor que elas? De certeza que não! Por isso, talvez, a minha falta de fé. Aproveito, Bea, para te desejar um Natal abençoado e que a vida te dê saúde, sempre e muito amor e paz à tua volta, já que não a temos no mundo, Um beijinho
ResponderEliminarEmília 🙏 🔔 🎄
Obrigada por votos tão simpáticos, Emília. E que o seu Natal seja agradável e acolhedor. Em companhia apetecida, claro.
EliminarHá qualquer coisa de insondável na admissão da existência de um Deus que é amor mas parece por vezes esquecer os inocentes, tenham eles a idade que tiverem. Talvez não tenhamos estruturas capazes de entrar na compreensão do que nos é transcendente.
Um abraço
Precisamos mesmo!
ResponderEliminarObrigada Bea e desejo que o seu Natal seja harmonioso! 🫂🙏✨🧑🎄
Também desejo que o seja. Ando a envidar esforços nesse sentido:).
ResponderEliminarBom Natal, Gracinha
Que excelente texto. É isso tudo e mais ainda.
ResponderEliminarA parte do mundo de negro é bem verdade, Bea. Nada a acrescentar.
Bom dia
Um sono descansado, Cláudia; e sem enjoos matinais:)
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