quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Dia ONZE


Tinha prometido  passeio e prenda. Na verdade, uma viagem em regime de pensão completa. E foi hoje. Está feito. Nada faltou. Mas que venda nos tapa o olhar quando passeamos alguém; é que não recordo ruas, pormenores de gente e lugares, e tenho saudade a essa atenção às coisas e ao mundo.  Suponho que seja pouco cristão, mas sobrou apenas um desalentado cansaço. Era para ser um dia natalício do nascer ao pôr do sol, e até um tanto para lá. E não. Coisas.

6 comentários:

  1. Confesso que também não tenho grande pachorra para cicerone ...

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  2. Não gosto de sentir essa sensação e raramente acontece!!! Bj

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  3. Embora nem sempre comente, venho aqui todos os dias, portanto não abandonei o Erva, muito menos agora que estamos à beira de um ano de salutar e cultural convívio.
    A suavidade da sua escrita embala-me como música de violinos tocada por "virtuosi". É uma frase que repito amiúde e, quase estafada, embora verdadeira, ilustra na perfeição o modo como a sua escrita fere a minha sensibilidade.
    Contudo, esta conta-corrente de Dezembro, esta crónica em modo diário, dá-me uma outra ideia de si. Parece-me agora uma pintora que chegou, não para pintar objectos como a baía, o mar e os barcos, mas sensações como o calor do sol, a cor do vento e a magia do fogo. Tudo misturado com sentimento em pinceladas de amor. Bem diferente. É Natal.

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