Chegou-me
ontem uma prenda que, pensava eu, era de Natal. Mas o remetente, muito sui
generis, dizia: esta é a prenda do teu natal, não é a prenda de Natal. Coisa mais bonita de se escrever. Portanto,
tenho no horizonte novo presente. Algures, a dado passo do caminho, as nossas
prendas cruzaram-se, já que coincidiram na chegada ao destino. E quem é que
sabe se não pararam a cumprimentar-se antes de seguir viagem. Sou pelo sim.
Encerrei
trabalhos de escadote que foi empoleirar-me no banco da cozinha a repetir o
estribilho de sempre, já sou velha para estas coisas. E, calculem, achei o meu menino Jesus de pé
partido. Capaz de ser desinquieto e ter escorregado da manjedoira. Desta vez,
para obviar quedas, deitei-lhe aos pés uma ovelha que andava por aí perdida e é
quase maior que ele. Dou serventia à pobre ovelha que não entendo como apareceu
em minha casa assim nédia e desencardida, que não a comprei nem me lembro de ter
sido oferecida. Quem é que me ia dar uma ovelha, e logo maior que o doce
Menino. Já fui espreitar os dois. E, se o Menino pouco liga à ovelha, ela está
nas suas sete quintas. Repousa-lhe por perto com tal fervor e fidelidade que
nem uma erupção vulcânica será capaz de a fazer abandonar o poiso.
O
dia foi curto para o que havia a urdir. Portanto, quando já noite aqui me vim
sentar, procurei a Heidi gozando o
prazer de não bulir mais. Pois foi. Só que adormeci por um bocadinho. Não fez
grande mossa ao desenrolar do filme. E soube bem.
Em
casa já é natal. E dado que os olhos se
me fecham, nada a acrescentar.
Uma boa noite de sono... pois então que amanhã haverá mais momentos a partilhar!!!bj
ResponderEliminarObrigada, Gracinha. Um desejo vale sempre e para todas as noites:).
ResponderEliminarUm beijinho.
Como é que não há-de adormecer a meio dum filme quem se levanta tão cedo; até parece que vai trabalhar para o campo ou para a fábrica.
ResponderEliminar:)) O sono tem seus mistérios, Joaquim. O meu parece estar a guardar-se para a eternidade. Não tenho mão nele.
ResponderEliminarEstá então completo o presépio... :)
ResponderEliminarEu fui pelo caminho mais fácil. Não armei o presépio. Expus presépios já armados. Alguns até ficam expostos o ano inteiro, mas esses mantive-os nos seus poisos habituais.
Embora o meu presépio - que não sei se chega sequer ao nome - se reduza ao Menino na manjedoura guardado por dois anjos (este ano também por uma ovelha bem nutrida), sim, está completo.
ResponderEliminarTambém tenho alguns por aí já armados. Quem tem amigas freiras acaba sempre a ganhar um ou outro presépio:).
Bom domingo, Luísa
Por falar em presépio, ninguém tem presépio mais pequenino que o meu :P
ResponderEliminarAté tenho medo que o cão o coma hahah
Beijocas
ah, ah, ah. Cláudia! Se visse os meus presépios, acho que pensaria igual. São minimalistas.
EliminarMas um cão engolir um presépio...é uma ideia estrambólica e engraçada:). Coitadinho do cão.
A Heidi também me tocou e ainda toca. Bj.
ResponderEliminarÉ uma garota como só há nos filmes e nos desenhos animados. Mas a gente não precisa só do que existe, precisa também das ilusões benévolas e benéficas, não é, prosa? Gosto que que me acompanhes nesta preferência.
ResponderEliminarUm beijinho.