O natal anda-me espalhado por mesas,
camas, chão. Há laços onde menos os espero; prendas arrumadas e prontas que
tenho dificuldade em lembrar como assinalei; embrulhos ainda abertos porque
incompletos e um ou dois projectos que conto ver hoje terminados e vão deixar
tudo – ou quase – no lugar certo. Dado que o vigor parece abandonar-me nestas
alturas, já tratei de me embebedar de café com leite. E melhorei.
É provável que tenha esquecido algumas
pessoas a quem envio Boas Festas. Mas já seguiram e decidi não pensar mais
nisso. Quer dizer, vou abrir uma excepção, estou a lembrar-me que esqueci uma
amiga daquelas que nunca responde, mas dá um toque nas vésperas de Natal.
Portanto, vou arrepiar caminho e ainda lhe escrevo umas linhas. Depois fecho
para balanço e, por escrito, não estou para ninguém.
Hoje foi dia de envio para as minhas
amizades mais chegadas. Vai-me nos embrulhos uma ternura indelével que elas não
notam e nem eu digo, mas segue junto. E, como já frisei, as prendinhas são um
nada do que quereria dar-lhes, parca amostra do meu desvelo. Gostaria de enviar
presentes que arrancassem ohs e ahs de satisfação infantil e que as levasse a
rememorar gostosa incredulidade no desembrulhar das embalagens. Ainda assim, guardo
a esperança de surpreendê-las um nadinha. Fazê-las felizes ao minuto.
Estou a abandonar o tricot em demasia,
mas que querem, ontem parei as agulhas
para ver Oliver Twist que, palavra, nunca tinha visto. Gosto de filmes com
gente boa. Mesmo tendo que gramar com pestes do pior a fazer contraponto. E
aquele Oliver era um actor e tanto. Logo à tardinha, havendo um nico de tempo,
sou capaz de ver a Heidi. Os meus conhecimentos sobre a garota datam dos
saudosos vinte anos, quando ia ver um ou outro episódio a um café. Dizia uma
amiga que inda conservo, “estes desenhos animados dão saúde”. Quem sabe, era
por isso que fez tanta força para que eu os visse. O viço que tinha, então, a
nossa amizade.
Para quem já "foi tarde" nessas andanças, nada mau haver Natal por todo o lado :P
ResponderEliminarHouve um ano que também escrevi postais. Mas deixei-me disso.
Beijocas
Sabe, Cláudia, a papelaria da minha terra já nem sequer os vende. Provavelmente deixaram de os fabricar. Nos correios disseram-me que os que têm da UNICEF já são do ano passado, que este ano não vieram novos. É fora de dúvida, as coisas boas também acabam.
ResponderEliminarUm beijinho de boa noite:)
Heidi?
ResponderEliminarJá nem me lembrava dela.
Bfds
DEixei-me dormir um bocadinho, mas gostei:). E era mesmo um filme. Com pessoas.
ResponderEliminarHá uma associação de deficientes que todos os anos me manda postais feitos por eles e eu recebo-os envergonhada porque sei que vão directos para uma gaveta.
ResponderEliminarBom fim-de-semana, Bea
Que pena, Magui. Ontem corri tudo por um e não encontrei.
ResponderEliminarDevia enviá-los. Eu sei que, se calha, a moda não pegava. Comigo não pegou e nem vai pegar. Mas é pena que fiquem na gaveta, porque o pessoal não gosta de escrever, mas desconheço quem não goste de os receber. Até penso que agora se gosta mais, são tão pouco usuais...
Bom Fim de Semana, Magui.