Pronto.
Já cortei a fita e abri oficialmente a época dos enfeites. Abri. E pouco mais. É
Natal em minha casa. Sobrou para uma
tarde. Isto se descontar os arranjos, talvez armados no dia 23, ou o azevinho
ainda me sai tristonho. Assim em jeito
de confidência, sempre vos digo que me resolvi a uma malandrice: bebi um café
com leite. Ou jamais ganharia ânimo para o pontapé de saída. E correu bem. Não
caí do escadote e não hesitei na bancada da cozinha. Pronto, não caí e nem estive perto,
tenho muita prática a galgar o lava loiça.
Entretanto,
descobri que os livros para oferta estão todos. Viva! E fiz a centésima lista
de prendas em falta. Mas como é que pode
ser, já comprei uma data delas (data, data) e a última lista é maior que a
primeira. Bom, avante. E enchi-me de ternura a reler os cartões antigos, enviados
daqui e dali. Gente que já partiu; gente que não partiu mas não sei onde anda;
gente a quem muito devo e nem sei se vive; peiam-me pruridos de incomodar a família e
perturbá-la se acaso já o eterno os guarda.
E a todos lembro como eram. O carinho que me dedicaram não tem moeda de troca. E nas palavras escritas, leio não apenas as que lá estão, mas todas as que não dizem e são ou foram
verdade entre nós. E do mais fundo de mim as agradeço.
Posto isto, o segundo menino Jesus também já picou o ponto e repousa calmamente na sua almofadinha de veludo escarlate. Falta-me o do pezinho partido. Demora mais a chegar, naturalmente. É que nem a manjedoura. Pergunto-me se estará de visita à terra natal e, por via das dúvidas, carregou com a camita. Que, a ser assim, e coxo como está agora, não chega a tempo da festa.
Nada de sobressaltos. Aguardemos.
É uma pena já não se escreverem postais de Natal. Nem de Natal, nem postais ilustrados, como quando se ia de férias para algum sítio turístico. Assim como as cartas que já não se escrevem e já nem falo nas ditas ridículas pois essas são espécie em vias de extinção. Ao fim e ao cabo todas elas e eles estão em vias de extinção. É uma pena.
ResponderEliminarMau, mau, Joaquim. Uso cartas e até postais ilustrados que chegam muito depois de mim a Portugal (dantes, quando ia de férias). E cartões de Natal sem glamour, mas feitinhos à mão e a todo o lastro. E este ano, verdadeiro luxo, recebi de uma amiga em férias um postal ilustrado. Foi tanta a novidade que continua em exposição na minha estante do sótão.
EliminarMas é que tem razão, uma andorinha não faz a primavera. Hoje, ninguém quer escrever. Envio cartas e recebo um sms ou um telefonema rápido a agradecer. Uma carta de resposta, isso é que não. A vida não pára e as pessoas adaptam-se muito bem ao que lhes poupa trabalho e sobretudo, pensamento.
Dizem que o "menino Jesus" só entra à meia noite de 24...😉🙏... Que bom não haver sobressaltos e agora aguardemos @s festas natalícias!!! Bj
ResponderEliminarHummm, Gracinha, antes das festas ainda há muito passo.
EliminarDizem tal, dizem, mas os meus Meninos são assim, gostam de estar para ali de pézito levantado, as vergonhas tapadinhas com um pano e o rechonchudo todo à mostra. E eles no seu descanso, nem um espirro ou tossezita os assombra. Para mim, são de origem polar e o inverno português comem eles ao pequeno almoço.
Quanto aos sobressaltos....com o covid nunca se sabe. Mas se aquele menino Jesus não me aparece a horas, ainda leva umas palmadas, ai isso leva.
No ano passado (por culpa de umas obras que por cá decorriam) só consegui tratar das decorações natalícias na véspera do Natal. Para compensar, este ano tratei do assunto no derradeiro fim-de semana de novembro. Coisa pouca, porém. :)
ResponderEliminarQuer dizer, a Luísa entrou em Dezembro já em modo de Natal:). Bem feito, que é para as obras aprenderem. Tenho raivas virulentas a todas as obras. Abomino.
ResponderEliminarEssas decorações vão ser feitas esta semana.
ResponderEliminarBoa semana
O meu projecto é também esse, Pedro. A casa gosta de se ver de festa, há que deixá-la a gozar da roupagem por umas semanas.
EliminarQue bom o Natal já ter começado em sua casa. O seu espírito natalício está impregnado de amor como demonstra neste texto tão ao seu jeito. É um gosto ler o que escreve.
ResponderEliminarContinue a cuidar-se.
Uma boa semana.
Um beijo.
Já cá está, vai-se cumprindo pé ante pé, cada dia é mais Natal.
EliminarBoa semana também para si, Graça.
O meu Natal já começou no dia 1 ou até uns dias antes, não me recordo, mas o espírito, esse, não sei onde anda.
ResponderEliminarBeijocas
Tem que descobrir o espírito, Cláudia, sem ele o Natal não combina, torna-se mais insípido que comida sem sal.
ResponderEliminarUm beijinho
O que importa mesmo é a energia que colocamos nesses momentos, sejam eles bem antes ou mais perto da véspera de Natal.
ResponderEliminarPessoalmente gosto de fazer tudo com tempo...para ir saboreando bem os detalhes.