domingo, 4 de dezembro de 2022

Percalço

 

Terminei o cachecol, rematei, cortei as pontas soltas.  Julgava eu que aprontara a oferta antes de tempo. Estava até contente comigo. E vai daí, vim a saber que o aniversário era hoje,  chegou-me um convite para amanhã: o tal café que não bebo. Pois digo-vos que fiquei tão atarantada que nem felicitei a aniversariante. Bonita figura.

Oxalá o presente agrade. Se não, que finja. Nem precisa ser completamente.

12 comentários:

  1. A minha prima fazia-me camisolas.
    Já não pode fazer mais.
    Boa semana

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  2. Ainda faço camisolas:). O tricot é um amor antigo a que volto sempre com cuidado. Por razões que não são aqui chamadas é actividade que desde o início me foi difícil. Lembro-me de pensar que cada malha tecida em casaco ou camisola era um esforço que só eu entendia.
    Bom dia, Pedro

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  3. Por vezes, surpreendemo-nos connosco próprios. Foi o caso.
    Como costuma dizer-se, o que não tem remédio remediado está.
    Abraço de amizade.
    Juvenal Nunes

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    1. Hoje andei a remediar:). Porque a gente remedeia até o que não tem remédio.
      Um abraço, Juvenal.

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  4. Com certeza que vai gostar. Imagino que cada malha foi um afecto. Como não sentir isso?
    Tudo de bom para si, minha Amiga.
    Uma boa semana.
    Um beijo.

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  5. Acredito que gostasse da lembrança, isso sim. Para que serve um cachecol a quem raro sai, e anda em casa de andarilho?!
    A vida de alguns é um palmilhar descalço em caminho de cardos. Cachecóis são irrisões, mas talvez haver mãos que apertam as nossas seja coisa de serventia.
    Um abraço, Graça. E boa semana.

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  6. Uma aborrecida gripe que empena todos cá por casa, impede-me de a comentar mas não de a ler nestes últimos dias.
    Quase refeito, vou ao seu post de dia 1 - Um Alisar de Folha.
    É uma eminência de um post! Ao lê-lo sou contagiado por um bem-estar sereno. Os meus sentimentos sãos (a essência boa da minha alma) acariciam-me, inundam-me e não sei para que íntimo recôndito de mim esvazio o imprestável.
    Devia-lhe este comentário, embora reconheça o ínfimo mérito dele e assim cumpro com gosto o dever que a gratidão me impõe.
    Bom dia e obrigado Bea.

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    1. Joaquim, desejo que a gripe tenha ido de vez e possa retomar a vida como a conhece. A parte boa é que talvez no Natal não a tenha por companhia, já foi. Apraz-me saber que transmiti tais fluidos com o post, possam eles ter contribuído para debelar a doença e já valeu a penas escrevê-lo. Que quem escreve é como quem chora, fá-lo por si mesmo; muito mais que pelos outros - ainda que eles possam ser motivo.

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  7. Eu quero ver se peço à minha mãe uns sapatinhos de bebé feitos por ela, só para guardar. Não sei o dia de amanhã.
    E gostava que me fizesse uma camisola. Mas a senhora já tem tanto trabalho.

    Beijocas

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  8. Mas, tenho certeza de que, sendo a pedido e sem data fixa de entrega, ela vai entender e ficar contente. E faz-lhe a vontade, Cláudia.

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  9. Um pequenino fingimento de agrado não fará mal a ninguém, eu aprendi a fazê-lo e sinto-me grata por isso.

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