Uma
das minhas manias é começar coisas. Entro por elas dentro num entusiasmo afadigado e, em muito caso, breve as abandono.
Sou assim, gosto de começos. Por vezes,
recaio e torno, detenho-me a observar o feito. E encontro-o tão sensaborão, o olhar despido
de emoção e momento exibe um sem valor de tal ordem que compreendo o que intuição
ou apenas preguiça me segredaram: não vale a pena. Portanto, a minha vida
desenrola num encadear de começos e desistências. De nada acabado.
O
que concluo? Pois, no seguimento da sina de interrupções, não concluo. Há-de
haver um Deus – ou um acaso material – que me conclua e dê destino. Que pode
ser definitivo. Ou não. Que, se “ou não” e ainda a razão me assista, pergunte logo à
chegada, o que fizeste?, e eu sem gaguejar, comecei um inúmero de coisas. Ele,
e...?, e eu, e... nada; foi só assim uma coisa de tudo a começar, nada de
acabamentos ou lindezas, nem ao reboco cheguei. A haver tal diálogo, sou bem
capaz de levar a eternidade a aprender a rebocar. Mas se há quem empurre
pedregulhos e se aguente...
: ))
ResponderEliminarAcontece a muito boa gente!!