O
último filme que vi reconciliou-me com o cinema. Mais que os ganhadores de
óscares. Dá pelo nome de Frantz, apresenta-se
a preto e branco (gosto) e decorre no pós da primeira guerra mundial. Gostei
tanto que, nessa noite, o sono evaporou e o fiquei a rememorar como se
personagens e história fossem verídicos. O ser humano é assim, altera-o o
mal e também o bem. Somos profundamente
vulneráveis, tudo ou quase tudo nos afecta.
“Frantz”
é um filme recente, seleccionado para o festival de Veneza e realizado por
François Ozon. Tem os ingredientes certos: o classicismo que amo, a densidade
construída com fotografia exímia e ideais subjacentes, uma história aparente e
vulgar que se vai fazendo inédita. Não
beneficia de gags, pancadaria e sangue a escorrer, lacerações expostas, do
turbilhão do sexo. Os sentimentos e emoções surgem quase todos com
subtileza e elegância e a vivência de alguns aparece a cores. É apreciável a
arte do realizador ao tratar a mudança de cambiantes sentimentais ao longo do
filme. Apresenta uma visão muito próxima do que a vida faz das pessoas e do que elas
fazem com o que a vida lhes dá. Será um filme poético. Mas pareceu-me antes uma
homenagem à vida e às mulheres (o que não é pensamento objectivo, vi-o com
olhos meus e são muitos os filmes que me parecem louvar o lado feminino da
humanidade). E depois há as questões de sempre, tão velhas como inquietantes: a
morte, o suicídio, a culpa, o amor, o altruísmo, a religião, o preconceito.
É
filme que não desdenha as personagens. Respeita-as. E desvendar a história ou
resumi-lo, só estraga. Não será extraordinário. Mas é a minha medida.
Talqualmente.
Minha querida Beamiga
ResponderEliminarINFORMAÇÃO
Como deixei escrito no final do quarto texto da saga É DIFÍCIL VIVER COM UM IRMÃO MONGÓLICO fiquei seriamente a pensar em terminar a sua publicação. Isto porque o primeiro episódio teve uma boa aceitação (52 comentários e correspondentes respostas), o segundo ficou-se pelos 20 e o terceiro ainda menos, 18…
O apelo para uma boa polémica só teve uma resposta. A da Nonamamiga.
Escuso de matutar mais no problema: fico-me por este último texto. Continuarei a escrever a saga mas para outra finalidade. Obrigado a todos os que me acompanharam e também a quem o não fez
Ok:). Mas, se fosse eu, escreveria na mesma. Pois se gosta de escrever...Não entendo muito bem a ideia de postar tendo em mente o número de comentários. Mas o senhor é que sabe.
ResponderEliminarSe descobrir um tempinho, seguirei o teu bom conselho e irei ver o FRANTZ !
ResponderEliminarMuito grato fico e deixo o beijo habitual.
O FRANTZ já não está em exibição no Porto !...
ResponderEliminarOra bolas. Penso que a actriz ganhou um prémio com a interpretação.
ResponderEliminarAinda por cima !
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