domingo, 10 de junho de 2018

Frantz


O último filme que vi reconciliou-me com o cinema. Mais que os ganhadores de óscares. Dá pelo nome de Frantz, apresenta-se a preto e branco (gosto) e decorre no pós da primeira guerra mundial. Gostei tanto que, nessa noite, o sono evaporou e o fiquei a rememorar como se personagens e história fossem verídicos. O ser humano é assim, altera-o o mal e também o  bem. Somos profundamente vulneráveis, tudo ou quase tudo nos afecta.
“Frantz” é um filme recente, seleccionado para o festival de Veneza e realizado por François Ozon. Tem os ingredientes certos: o classicismo que amo, a densidade construída com fotografia exímia e ideais subjacentes, uma história aparente e vulgar que se vai fazendo inédita.  Não beneficia de gags, pancadaria e sangue a escorrer, lacerações expostas, do turbilhão do sexo. Os sentimentos e emoções surgem quase todos com subtileza e elegância e a vivência de alguns aparece a cores. É apreciável a arte do realizador ao tratar a mudança de cambiantes sentimentais ao longo do filme. Apresenta uma visão muito próxima do que a vida faz das pessoas e do que elas fazem com o que a vida lhes dá. Será um filme poético. Mas pareceu-me antes uma homenagem à vida e às mulheres (o que não é pensamento objectivo, vi-o com olhos meus e são muitos os filmes que me parecem louvar o lado feminino da humanidade). E depois há as questões de sempre, tão velhas como inquietantes: a morte, o suicídio, a culpa, o amor, o altruísmo, a religião, o preconceito.
É filme que não desdenha as personagens. Respeita-as. E desvendar a história ou resumi-lo, só estraga. Não será extraordinário. Mas é a minha medida. Talqualmente.

6 comentários:

  1. Minha querida Beamiga

    INFORMAÇÃO

    Como deixei escrito no final do quarto texto da saga É DIFÍCIL VIVER COM UM IRMÃO MONGÓLICO fiquei seriamente a pensar em terminar a sua publicação. Isto porque o primeiro episódio teve uma boa aceitação (52 comentários e correspondentes respostas), o segundo ficou-se pelos 20 e o terceiro ainda menos, 18…
    O apelo para uma boa polémica só teve uma resposta. A da Nonamamiga.
    Escuso de matutar mais no problema: fico-me por este último texto. Continuarei a escrever a saga mas para outra finalidade. Obrigado a todos os que me acompanharam e também a quem o não fez


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  2. Ok:). Mas, se fosse eu, escreveria na mesma. Pois se gosta de escrever...Não entendo muito bem a ideia de postar tendo em mente o número de comentários. Mas o senhor é que sabe.

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  3. Se descobrir um tempinho, seguirei o teu bom conselho e irei ver o FRANTZ !
    Muito grato fico e deixo o beijo habitual.

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  4. O FRANTZ já não está em exibição no Porto !...

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  5. Ora bolas. Penso que a actriz ganhou um prémio com a interpretação.

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