domingo, 18 de março de 2018

Dar de Beber a quem tem Sede


          Mozart na tardinha, esvaindo as sobras do dia. Mozart e a sua música vibrante, sons de alegria em apontamento de raiz popular. E a irreverência trocista, quase feroz, a palpitar por ela fora. Mozart, o compositor alegremente subversivo, o desafiador musical. Nas composições tocadas – Rondo – Alla turca; Concerto para dois pianos; Pequena Serenata Nocturna – o corpo musical ergue-se  em pujança, saltitando vivaz.
Dirigiu o jovem maestro português, Nuno Coelho. Rapaz bom de estar sobre a mesinha de cabeceira. Mas quanto cresceu enquanto tutelou a orquestra! Os homens não se medem a palmos. Realmente.
 Lucas e Arthur Jussen, dois hábeis irmãos, interpretaram o Concerto para dois Pianos. Genial. Não há como pagar a visão dos dois pianos de cauda, abertos no meio do palco, mãos tão jovens e sábias a fazerem-lhes a vontade revoluteando em bailado que emparceira com as teclas. Oh, invulgar e efémera beleza de tudo bem.
Na saída, o entusiasmo das garotas, um brilhozinho nos olhos sonhadores, "os dois tão bonitos!" Nos concertos para famílias, ainda isto acontece, encontra-se alguma espontaneidade.


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